"Nem todos estão à vontade com a ideia de que a política é um vício. Mas é. Eles são viciados e mentem e enganam e roubam como fazem todos os junkies." - Hunter Stockton Thompson

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Mais uma Greve Geral


Já aqui tenho defendido que existem outras formas de nos insurgirmos e lutarmos contra a precariedade e a austeridade impostas por este Governo de ditadura ardilosa e engenhosa. No dia a dia (com acções, atitudes, posturas e comportamentos) pode-se fazer a diferença! Sem que isso implique a subtracção de milhões de euros aos contribuintes, fruto das greves gerais.

quinta-feira, 15 de março de 2012

A sociedade

O povo vai sobrevivendo da maneira que pode ao jugo de uma ditadura encapotada, mas já muito mal disfarçada. A sociedade vive perseguida, aterrorizada, por este regime democrático putrefacto, semeado por governos anteriores, sobretudo pelo de Sócrates, e propagado por Passos Coelho, Miguel Relvas e Vítor Gaspar. O homem/mulher deita-se a pensar se, amanhã, ao acordar, ainda manterá o seu posto de trabalho. Emprego ou trabalho, só para "compadres", que se vão protegendo e agarrando uns aos outros por detrás de códigos de conduta muito semelhantes aos dos mafiosos. E o que é isso da meritocracia?
A soberania do país está gravemente hipotecada, à mercê dos ditames da União Europeia e de um sistema bastante enraizado, mas como as evidências o vão provando, é um sistema doente, vicioso e obsoleto! Só não cai, porque a "máfia" não deixa. Como poderiam eles permitir que a fonte que lhes enche os bolsos secasse? Enquanto isso, novos escravos vão nascendo. Reproduzindo-se, proliferando.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Desce à Terra!


No início do Roteiro da Juventude (no qual não deve ser incluída a Escola António Arroio), Cavaco Silva mostrou-se "surpreendido" com os números do desemprego (taxa de 14%), acrescentando que "espera que os jovens não precisem de emigrar"... Epá, liga-te! 

[mais info: Público]

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A (des)concertação social


Não tenho saudades nenhumas de José Sócrates e do seu governo, mas, Passos Coelho e os seus pares, passaram há já muito as marcas da tolerância. A sociedade tem endurecer, a sério, as acções contra este Governo. O que há a dizer da maratona negocial (na qual a CGTP saltou fora com coragem) relativa às propostas para a concertação social? Só se for um lacónico: estes tipos abusam e violam os acordos com troika, indo mais além do que a própria troika exige!
Sinto-me bastante indignado, cheio de raiva até! Não vale a pena dar mais exemplos de injustiça em que eles enchem o cu aos "amiguinhos" e esmifram o povo. Está mais que na hora de corrermos com este Governo!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Balanço (político) de 2011

Chegamos ao fim deste ano em lenta asfixia e agonia e à espera do "incógnito" que 2012 nos trará, com uma terrível angústia e ansiedade. Logo no início deste ano que agora finda, foi eleito para um segundo mandato como presidente desta República um indivíduo que foi o responsável, o principal catalisador e impulsionador, aquando do seu reinado como primeiro-ministro de Portugal há cerca de 25 anos, da degradação de grande parte desta sociedade, que tem como reflexo nos presentes dias e num futuro próximo e de longa duração a tripla crise (económica, financeira e social) que atravessamos, com os já conhecidos e os ainda por conhecer efeitos nefastos que daí resultam. Como se as coisas não fossem já graves com um Presidente da República que foge das questões importantes e graves do País, tentando passar uma imagem de low-profile, mas que, na minha opinião, fazem de Cavaco Silva uma mera figura de corpo presente, vazio de conteúdos e ideias. Como se já não bastasse, dizia eu, há cerca de seis meses atrás (com a caída de outro "monstro" de má memória para os portugueses) houve a necessidade de eleições legislativas antecipadas e, eis que o sonho de Sá Carneiro se materializou com a chegada de Passos Coelho/PSD ao poder. Daí para cá, e depois do conhecimento mais aprofundado do estado da nação por parte do Governo, o FMI e a sua troika tiveram de intervir em Portugal com os seus muitos mil milhões, impondo as suas dolorosas contrapartidas, que o governo português imediatamente se apressou a cobrar do trabalhador-contribuinte num extenso e exemplarmente exagerado plano de austeridade, que não passa de contínuas versões actualizadas dos PEC´s, castigando e fustigando o povo com medidas como se fosse ele o responsável pelo desgoverno de décadas empreendido no País.
Não sei o que o amanhã nos vai trazer, mas desconfio na totalidade que coisa boa não será! As convulsões políticas e partidárias que não ajudam a serenar nem a tranquilizar absolutamente nada, a ignorância e a falta de nexo dos políticos, a híper-instabilidade e insegurança, a continuação do aumento do desemprego, o aumento assustador da criminalidade, as injustiças, a pobreza, são alguns exemplos de cenários mais que prováveis para o 2012 que se avizinha. A ligeireza com que as leis são feitas e aprovadas, a desumanização que este Governo e seus pares cultivam, provocam-me medo. Mas, continuarei a lutar.

domingo, 6 de novembro de 2011

Este País não é para novos!


Já todos nós percebemos há muito muito tempo que, Portugal é um país dado e habituado à emigração. Há já alguns anos que (quase) todos nós chegámos à conclusão de que este País não é para jovens! Jovens que procuram emprego...
O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre, veio há dias reforçar essa ideia, aconselhando os jovens desempregados que devem sair da "zona de conforto" e emigrar!
Nas entrelinhas, está a fazer passar a mensagem de que o seu país é uma grande merda no que respeita ao emprego! Não deixa de ser verdade (o país está sobrelotado e não há emprego para todos), e eu, se fosse mais novo, também seguiria o conselho de Alexandre Mestre. Mas estas palavras, saídas da boca de um governante, seriam suficientes para convidar o próprio a sair da sua "zona de conforto"!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Taxa adicional de Solidariedade

Saúda-se esta medida de (mais um) aumento dos impostos que o Governo vai introduzir e que (agora) visa trabalhadores com maiores rendimentos, e também empresas com lucros mais elevados. Mas, há sempre a outra face da moeda, e no caso das empresas, é evidente que as irá levar a contribuir ainda mais para a subida da taxa de desemprego e, por consequência directa, precariedade, aumento de trabalho e sobrecarga de horários  para quem sobreviver aos despedimentos. Teste de stress ou de sobrevivência para a classe média alta! [Mais info no Público]

domingo, 1 de maio de 2011

Dia do Trabalhador


O 1º de Maio/ Dia do Trabalhador é mais um dia, tal como o 25 de Abril, em que as suas comemorações começam a deixar de fazer algum sentido. Os trabalhadores, a cada dia que passa, perdem os direitos e regalias conquistados, ficando mais precários e à mercê de sistemas capitalistas ou neoliberais, que são implacáveis e nada compadecidos com a humanização das empresas. Isto, a somar à brutal taxa de desemprego que contempla milhares de portugueses, se não se fizer nada, qualquer dia estaremos a celebrar o "Dia do Desempregado"!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Caricato!

"Governo recua na criação de novos centros de emprego que iriam fazer face ao crescente número de desempregados." in Público, 31/01/2011

O Governo fez bem em não ir para frente com esta ideia luminosa, porque simplesmente não há trabalho!